Porta Automática Corta-Fogo numa Via de Evacuação: o Caso de um Centro de Saúde em Guimarães

Caso de estudo sobre uma porta automática de vidro que é, no mesmo vão, compartimentação corta-fogo EI 60 e saída de evacuação

Porta automática de vidro corta-fogo Doorson 500 EFS EI 60 com duas folhas móveis, fixos laterais e bandeira, num corredor de um centro de saúde em Guimarães

Num edifício, as exigências de segurança contra incêndio podem chegar ao mesmo vão por caminhos diferentes. O projeto de segurança define ali uma compartimentação corta-fogo, e o mesmo vão faz parte de um caminho de evacuação. Se a passagem tem muito movimento, a porta tem ainda de ser automática. Poucas portas conseguem fazer as três coisas.

Enquadramento

Este centro de saúde, em Guimarães, recebe utentes durante todo o dia. Num corredor do edifício, o projeto de segurança contra incêndio colocou a fronteira entre dois compartimentos corta-fogo, com classificação EI 60. Esse corredor faz também parte do caminho de evacuação.

O pedido

  • Compartimentação corta-fogo EI 60 em todo o vão, incluindo fixos laterais e bandeira.
  • Passagem automática para utentes, profissionais, cadeiras de rodas e macas.
  • Saída garantida no sentido da fuga, também com a porta fechada pelo alarme.
  • Manter a luz e a visibilidade ao longo do corredor.

Porque é que as soluções habituais não chegavam

Porta automática de vidro com sistema redundante ou caixilho breakout. Resolve a passagem e a evacuação, mas não tem resistência ao fogo. Não pode fazer compartimentação.

Porta corta-fogo de batente. Garante a compartimentação e abre no sentido da fuga, mas não é automática. Ou fica fechada e obriga a abrir à mão, o que é difícil com macas e cadeiras de rodas, ou fica presa aberta por retentores e só fecha com o alarme.

Porta corta-fogo de correr. Junta a passagem automática à compartimentação, porque fecha com o alarme. Mas, depois de fechada, não abre no sentido da fuga, e por isso não serve como saída de evacuação.

A solução

A Doorson 500 EFS é uma porta automática de vidro corta-fogo, de correr, que no sentido da fuga abre também em batente. Foi a única solução que reunia os três requisitos.

No dia a dia. As duas folhas móveis correm e abrem sozinhas à passagem, como numa porta automática de vidro.

Em caso de incêndio. Com o alarme, ou se faltar a energia, um sistema mecânico de molas fecha a porta em poucos segundos, sem depender da alimentação elétrica. A compartimentação EI 60 fica garantida.

Na evacuação. Fechada, a porta passa a funcionar como porta de batente. No sentido da fuga, basta empurrar as folhas móveis para sair. Depois, uma mola volta a fechá-las, para que a barreira ao fogo se mantenha. Do lado oposto, as folhas têm puxadores embutidos, e é por aí que as equipas de socorro podem entrar. Não há barra antipânico.

Lado oposto à fuga da porta corta-fogo Doorson 500 EFS, com dobradiças nas folhas móveis e puxadores embutidos, num centro de saúde em Guimarães
Lado oposto à fuga: as folhas móveis têm dobradiças para abrir em batente e puxadores embutidos.

O vão inteiro com a mesma classificação. O sistema Doorson fecha o vão de parede a parede e até ao teto: duas folhas móveis ao centro, dois fixos laterais e uma bandeira em toda a largura, tudo em vidro corta-fogo EI 60, com vidro laminado de 23 mm em perfis de aço isolados. A compartimentação não tem pontos fracos, e o corredor continua a ter luz e visibilidade de um lado para o outro.

Ficha técnica

  • Obra: centro de saúde, Guimarães
  • Ano: 2026
  • Uso: saúde, centro de saúde
  • Porta: porta automática de vidro corta-fogo Doorson 500 EFS
  • Classificação: EI 60
  • Configuração: duas folhas móveis, dois fixos laterais e bandeira em toda a largura
  • Evacuação: abertura em batente no sentido da fuga, com fecho por mola e puxadores embutidos do lado oposto
  • Vidro: vidro laminado corta-fogo de 23 mm, em perfis de aço isolados

Pontos a prever em projeto

  • Projeto de segurança contra incêndio. A classificação, o sentido da fuga e a largura de passagem exigida vêm desse projeto e definem a porta.
  • Largura de passagem. Na Doorson 500, a passagem livre vai de 800 a 1400 mm com uma folha móvel e de 1600 a 2500 mm com duas, para alturas de 1900 a 2500 mm.
  • Ligação à central de incêndio. A porta tem de receber o sinal de alarme para fechar. Em falta de energia fecha por si, por molas.
  • Segurança de utilização. Sensores de ativação por cima da porta e sensores de segurança dos dois lados das folhas, para uma passagem com macas e cadeiras de rodas sem toques.
  • Fixos e bandeira. Para a compartimentação ser contínua, têm de ter a mesma classificação da porta.
  • Manutenção. Numa via de evacuação, a manutenção regular deve verificar o fecho com o alarme e a abertura em batente (veja Manutenção de portas automáticas).

O resultado

Uma só porta faz os três trabalhos: deixa passar utentes e macas sem esforço, fecha o compartimento quando há alarme e deixa sair as pessoas no sentido da fuga.

Veja o projeto do centro de saúde em Guimarães e a página da porta automática de vidro corta-fogo. Quando o caminho de evacuação não é também compartimentação, as alternativas estão em portas automáticas para saídas de evacuação e no artigo Portas automáticas em vias de evacuação.

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